Poema

Mulher querência Na querência do teu corpo tem coxilhas e canhadas cacimbas de luas claras, matas escuras fechadas e dois cerros de granito com pitangas coloradas só eu sei achar o rumo dos atalhos e picadas e bebo a noite em teus olhos no frescor das tuas aguadas e fumo a brasa escondida das coivaras e queimadas como quem acende um sol no largo das madrugadas Eu morro em ti, e me enterro, e ressuscito outra vez semente chuva e mormaço, berro de potro e de rês. Gineteio sem espora, faço o que ninguém fez. Coração de ressolana com um ovo guacho de indês. Nas quatro luas campeiras de volta em roda do mês: dono, patrão, bolicheiro, escravo, peão, e freguês.

Mulher querência Na querência do teu corpo tem coxilhas e canhadas cacimbas de luas claras, matas escuras fechadas e dois cerros de granito com pitangas coloradas só eu sei achar o rumo dos atalhos e picadas e bebo a noite em teus olhos no frescor das tuas aguadas e fumo a brasa escondida das coivaras e queimadas como quem acende um sol no largo das madrugadas Eu morro em ti, e me enterro, e ressuscito outra vez semente chuva e mormaço, berro de potro e de rês. Gineteio sem espora, faço o que ninguém fez. Coração de ressolana com um ovo guacho de indês. Nas quatro luas campeiras de volta em roda do mês: dono, patrão, bolicheiro, escravo, peão, e freguês.